segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Um doce e uma dose.



Dói. Dói perceber
Perceber, receber, devolver.
Ajude!
Você pode tanto, menina!
O espelho mente... E como mente.
O sorriso pode mentir também.
Mas, o olhar... Esse não.
Medo de olhar nos olhos,
Os olhos revelam o que a alma grita.
Alma, calma.
Aí é que está, minh’alma não está em calma
Atormentada corre por todos os cantos do meu ser
E aí? Quando você vai ouvi-la?
Não sei, não quero, quero, é claro.
Revele, me leve... pra longe. Bem longe.
Quero sair e abraçar cada criança,
Ouvir cada história...
Ser jovem em cada geração.
Quero sonhar todos os sonhos,
E realizar as vontades mais profundas de cada alma.
Hoje quero ser um agente de mudança
Quero subir ao palco e tocar uma alma.
Quero trocar de alma com alguém...
Quero conhecer esses olhos (sem lente, é claro).
Hoje, quero tirar uma soneca e comer bolinhos a tarde.
Hoje quero brincar na rua, soltar pipa, pega-pega, esconde-esconde..
Quero todas as cores do elefante colorido, todas as músicas da mãe do disco...
Quero ser a rainha da diversão.
Quero dançar na chuva ao som do batuque do Olodum..
Quero que minha raça grite ao mundo o seu valor,
Quero que os olhos brilhem, os pelos arrepiem e a alma SORRIA.
Hoje, quero dar valor às coisas simples, e esquecer os números.
Hoje quero que todos deixem de ser gente grande.
Quero a vovó pulando corda, o vovô dançando um samba.
Chega, de uma geração ter vergonha da outra.
Quero a mistura, sou mestiço.

terça-feira, 22 de julho de 2014

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As pessoas se assustariam se descobrissem o tanto que eu me importo. Desconfiariam se soubessem o tanto que me dou. E mesmo assim não se importariam com o tanto que sofro pelas pequenas coisas que essas atitudes me causam. Eu me esforço, juro. Mas, não sei mais qual a verdade. 
Mas, sei que sinto raiva com certa frequência, raiva e magoa, as vezes essas se confrontam e eu nem sei mais qual é qual. Sinto raiva de quando as pessoas não se importam, de quando não cumprem o combinado, quando não se esforçam e mais ainda quando eu deixo muitas coisas para trás tentando comprimir as “exigências” e no fim quem não se importou com nada “ganha”... Simplesmente não entendo, e acreditei que seria bem mais fácil de entender.  Mas, uma coisa é de fácil compreensão: não importa o que faça, eu simplesmente irei perder!

terça-feira, 24 de junho de 2014

O que resta (...)

Aquele texto me fez lembrar de você, e de tudo o que a gente passou naquela época. Tudo bem, aquele “tudo” não foi tanto assim, mas tinha algo simples, que me fascinava. De repente você some, eu finjo que está tudo bem. E então, você aparece novamente. E me faz perceber o quanto senti sua falta. Tudo parece caminhar novamente por um caminho tranquilo até você sumir, nunca entenderei essa sua mania de se desligar do mundo de um dia para o outro (Mas, a verdade, é que, por vezes, eu queria fazer o mesmo). E mais uma vez você volta, dessa vez, a volta mais curta de todas.
Você some! Sem deixar rastros, sem vestígios, sem sinais. Eu relembro, eu te procuro, te caço... E de repente, no dia que eu mais pensei em você, VOCÊ RETORNA! Você me vigia, só pode. Quando você se “vai”, será que vai mesmo?
Se você soubesse como me sinto mal nas suas partidas, como me alegro nas suas chegadas. Será sempre assim? Você fazendo seu jogo e eu fingindo não me importar?
Se você sempre volta, será que tenho algum valor ainda? De alguma forma eu sei que você lembra. Lembra de cada uma das palavras que "desperdicei" com você, das sms’s, das nossas risadas, das nossas melancolias dividas. Lembra de mim quando houve aquela música. Ou lê aquele texto (...).
Quanto tempo você ficará dessa vez? Uma hora? Uma noite? Um mês?
Eu queria saber por que me importo tanto? Porque fico repassando cada conversa que nós tivemos, mesmo com minha cabeça me dizendo a cada instante que não vale a pena. Que dessa forma é melhor.
Você sempre teve necessidade de isolamentos, a melancolia faz parte de você como em nenhum outro. Acho que essa não é a verdade. Das poucas vezes, vi em você algo tão “fofo”, e uma vontade enorme de quebrar as barreiras, se libertar. Mas, sempre insistiu nesse lance, pra ver se tornava sua vida pacata mais interessante.

Você vai voltar, e quando isso acontecer vou te tratar com a mesma normalidade. Não vou dizer que esqueci você. Mas, que me acostumo fácil a ausências. Talvez eu sinta sua falta... Falta do sei jeito duplo de ser... das inúmeras formas de ser! 

Obs: Texto escrito há algum tempo... Faria sentido antes! 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Um ser melhor.

Ser dona de um cãozinho, é mais que ser "uma" dona, é ter um amigo! É ter na hora das refeições duas orelhinhas além do seu prato. É ser recebida com um carinho imenso quando foi apenas levar o lixo. É encontrar um companheiro para "assaltar" a geladeira de madrugada e que fique acordado até as quatro da manhã assistindo rock in rio com você. É ter que levantar de madrugada. É colocar suas pelúcias em lugares altos, porque se descuidar serão todos destruídos. É nunca se sentir sozinho, é ser agradado (...) Dividir felicidades e tristezas.
Ter um cãozinho repousado em seu colo é ter segundos de paz. É ter um parceiro que acorde aos domingos cedo para brincar com você. É te defender... do homem! É entrar na briga, entrar na brincadeira. Encontrar um refúgio para não sentir medo de fantasmas ao ficar em casa sem os pais.
Ter um cão é alimentar sua sensibilidade, mudar sua visão de mundo, sua maneira de ser e agir. É se transformar em um ser melhor.

É compreender tudo sem precisar dizer, ou escutar, uma única palavra. É aprender a decifrar o olhar, é sentir um brilho vital.
É ter que dividir o chocolate, o pai, a mãe, a irmã... a cama!
É entrar no banheiro e perceber que tem duas orelhinhas levantadas em direção a você. É chega em casa e ter um "serzinho" te esperando no portão, porque, incrivelmente, ele sabe a hora que você chega.
É perceber que algo muda instantaneamente quando se mexe em um sacola plástica, ou com o barulho do microondas. É encontrar dois olhos vivos em você, prontos à reagir ao menor estímulo. É ver qualquer cachorro e sentir saudades do seu.
Ter um cãozinho, é muito mais que tudo isso aqui transcrito, ter um cão é sentir, sentir e deixar-se ser sentido, deixar-se ser amado e quando menos esperar estar amando incondicionalmente um serzinho de quatro patas, que não para de balançar o rabo quando te vê. É chegar do mercado e ter uma criaturazinha pulando em suas pernas e em suas sacolas, tentando conseguir o que você trouxe. É ter marcado em seus trabalhos várias patinhas. É ter seu dinheiro triturado quando sem querer você o deixa cair do bolso.
É fazer travessuras e ser ainda mais amada. É ser amada mesmo depois que esqueceu de arrumar a casinha e começou a chover. É ser amada mesmo quando você liga o som no ultimo, sabendo que seus ouvidos são tão frágeis/sensíveis. É ser amada quando você brigar por ele ter estragado algo que VOCÊ não cuidou o suficiente. É ser amada mesmo quando você, pirralha, dar limão para ele, apenas para ver se também fará careta. É ser amada mesmo quando descontar sua raiva nessa criatura que nada tem a ver com seus problemas. É SER AMADA! Amada de uma forma verdadeira, honesta, fiel (...).
Ter um cãozinho não é se sentir bem ao fazer algo por ele, é perceber e sentir que ele fez bem mais por você!

domingo, 13 de outubro de 2013

Impérios ruíram por muito menos

Será que voltará a ser como antes algum dia?
Por mais que eu gostaria que fosse, tudo esta diferente, muitas coisas aconteceram, a vida mudou. Parecia ser fácil deixar os dardos rolarem, mas não quando se trata de tudo o que construímos. 
E agora estamos nós aqui, um de frente pro outro, outra vez. Como se nada tivesse acontecido, mas é inevitável não percebermos a diferença. E ao mesmo tempo, pequenas coisas que nos remetem há outros tempos, a saudade bate, o coração aperta, mas o futuro espera. O quê fazer? Oque fazer quando se espera ouvir palavras que não vem? Atitudes que não aparecem? Sem sinais, sem vestígios, sem você! Você estava aqui, ao meu lado, mas estava mais vazio que nunca. Eu não sei se oque “aconteceu” foi bom ou não, imaginei que seria diferente, mas jurei para mim mesma que não mostraria nenhum “desgosto” ou “chateamento”, talvez por “orgulho” - chame como quiser - mas não demostrei, tentei parecer insignificante, não sei se consegui muito bem.
Eu sinto sua falta, falta do que você era, ou melhor... falta do que NÓS eramos quando estávamos juntos. Mas, agora eu só vejo certa barreira te impedindo de demostrar os sentimentos e me impedindo de importar.




E eu me sinto mal por saber que no fundo eu me importo tanto, e você tão pouco. Me sinto “estranha” por pensar assim, e “ridícula” por escrever essas palavras que eu sei que você nem irá ler, talvez ninguém leia, mas eu preciso contar pra alguém, e como “escreveu” Anny Frank uma vez: "O papel tem mais paciência que as pessoas". Eu sei que com tudo oque esta me acontecendo, com todas as bênçãos eu não deveria pensar assim, mas, eu só queria ser menos insignificante para você. Saber que depois de todos esses anos, nada foi em vão. E nessas horas, quando fico chateada, me passam piegas, eu sei, talvez nem seja pra tanto, porém sou boba, também sei. O meu erro é me importar tanto, e esconder na mesma proporção. Eu queria saber o que fazer. Mas eu simplesmente não sei mais. Não sei quando vai ser a próxima vez, mas sei que se continuar assim, 
vai continuar sempre da mesma maneira, nem frio, nem quente.

domingo, 22 de setembro de 2013

Tudo ficará bem

Parte meu coração te ver assim, dói cada parte sentimental do meu corpo não poder fazer nada para te ajudar, ver as pessoas te “culpando”, te “julgando” pelas costas. Me parte ainda mais imaginar a enxurrada de pensamentos que devem estar ecoando em sua cabeça, os vários porquês surgindo, as dúvidas que ficarão pairadas no ar. Não sei de fato o que houve, acho que ninguém sabe, mas quero que VOCÊ saiba que eu confio em você e que dias melhores virão. Que eu sempre estufarei o peito para falar de ti e sempre o defenderei. Mesmo quando todos virarem as costas.
Tudo ficará bem, eu sei que é difícil acreditar agora com tanta coisa mal resolvida. Seu silêncio me mata. Não sei o que fazer para você saber que estou ao seu lado, já que palavras não são a melhor solução para esse momento.

Tudo ficará bem, acredite. Se não por você, acredite por mim. Pode parecer egocentrismo, mas eu preciso de você, eu preciso que você fique bem. Você nunca me desapontou antes, e sei que agora também não irá. Mas mesmo assim eu te peço. Confie quando eu digo que tudo ficará bem, lute para que tudo fique bem. Somos uma família, nós por você, você por nós. Por favor, melhore essa cara, estampe um sorriso em seu rosto, se anime e anime todos com o seu jeito, com o seu jeito único de ser. 

"já vi o fim do mundo algumas vezes e na manhã seguinte tava tudo bem"

E mais uma vez... Tudo ficou bem!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pelas Janelas do Cotidiano


Hoje aconteceu algo muito diferente. Enquanto eu pegava o “ônibus”, normalmente, havia um único lugar vazio do lado de uma mulher com um carrinho de bebê e uma criança de colo, e ela quando me viu entrar me chamou e mostrou o lugar ao seu lado  oferecendo-o para eu sentar. Cansada, com calor e com sacolas nas mãos, aceitei e sentei ao seu lado. Logo a avó da criança entregou para a mãe uma lata de refrigerante o que fez uma outra criança que estava sentada no banco mais alto da circular vir correndo até onde estávamos para  poder beber também, e nesse “meio” tempo um cara sentou em seu lugar o que fez ela ficar em pé. Mas, eu não iria deixar ela em pé e ofereci o “meu” lugar, que pensado bem era pra ter sido dela desde o começo, e ao mesmo tempo em que me preparava para levantar ela veio para se sentar no meu colo. Achei isso muito estranho, na verdade a estranha ali era eu, porque uma criança aceitaria sentar no colo de alguém que ela nunca viu antes? Eu respondo: Porque maldade é coisa de adulto. A viagem inteira a menina que não deveria ter mais que seus 6 ou 7 anos passou no meu colo, conversou comigo, contou sobre a cor de sua casa, perguntou sobre a minha bolsa, olhou meu “colar” e até deitou em meu colo dizendo que “iria dormir”; e ao mesmo tempo em que ela “dormia”, sua irmãzinha estendeu  a mão para que eu segurasse. E assim a “viagem” seguiu. Quando chegou o ponto delas, se despediram e desceram, e eu fiquei com uma sensação muito boa, não sei explicar ao certo, mas é aquela sensação que só sinto quando estou com “crianças”.
Mas, onde eu quero chegar com tudo isso? Simples. Provavelmente não verei aquelas “crianças” tão cedo. Mas, quantas pessoas incríveis você conheceu e nunca mais viu? Aquela pessoa engraçada da fila interminável do banco, no supermercado, no hospital, ou até mesmo no ponto de circular. Quantas vezes você não começou seu dia melhor devido ao “Bom Dia” desejado pela pessoa que estava varrendo a calçada as seis horas da manhã. Ou se sentiu bem quando aquela criança de colo, que nem fala ainda, te deu o sorriso mais gostoso?
São tantas as pessoas que passam por nossas vidas, cada uma com suas experiências pessoais nos fazendo crescer e conhecer histórias inimagináveis e incríveis. Pessoas simples, com um “sorriso” maroto nos fazendo reparar em como a vida segue um rumo para cada um, e de alguma forma essa mesma “vida” nos fez encontrar com aquelas pessoas, naqueles lugares, naquele momento.  E quantas vezes você parou para pensar que o seu “Bom Dia”, o seu “Muito Obrigado”, “Desculpa”, “De Nada”, não fez a diferença no dia de alguém que tinha tudo para ser “mais um”? A verdade, é que não acredito que os dias sejam apenas “mais um”, todos os dias são “o dia”, o dia para você rir, chorar, contagiar o mundo com a sua felicidade/tristeza e deixar-se ser contagiado pela dos outros. Cada dia é a sua única chance, única chance de conhecer aquela pessoa sensacional, de oferecer um ombro amigo, ou apenas andar por ai distribuindo “sorrisos”.
É como dizem: “cada pessoa que passa em nossa vida deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós" e isso acontece todos os dias. Se observarmos, compreenderemos que cada olhar é diferente, que cada um tem suas manias, defeitos e imperfeições, e juntos, completamos um todo. Precisamos uns dos outros, porque com o tempo tudo o que construímos, tudo o que conquistamos, tudo o que sonhamos, tudo o que somos se vão, e cabe a nós deixarmos como herança tudo o que temos de bom. Vivendo para sermos as melhores pessoas que conseguirmos ser. 
Andresa Angeli!