Marcas são o que restaram. Marcas de um passado bom. Marcas
da “raia” da bicicleta onde enfiei meu pé inúmeras vezes enquanto estava na
garupa. Marcas da velha bicicleta rosa, e de como me senti ao dar a primeira
volta sem as rodinhas, um grito por liberdade. Marcas do antigo número xx, do
pé de amora, seringuela, acerola e ameixa. Marcas da Rua Duque de Caxias, onde
aprendi a contar as “primeiras” mentiras. Marcas das salas de catequese, do
salão paroquial, dos ensaios e apresentações, e das ajudas nos casamentos.
Marcas do primeiro beijo, primeiro “amor” e primeira “desilusão” também. Marcas
daquele doce caseiro, do cheiro de naftalina que casa de avó tem. Marcas das
brigas entre primas. Marcas do vôlei, da bets, do “golzinho”, do duro ou mole
(americano ou não), pega-pega e esconde-esconde. Marcas do primeiro vídeo-game.
Marcas da antiga escola, do papel higiênico no teto, das estrelinhas e da foto
3x4 que todo ano tirávamos. Marcas da sorveteria na esquina e da locadora ao
lado. Marcas do que se foi e por agora não voltará. Marcas que jamais irão se
cicatrizar. Marcas, que mesmo parecendo “insignificantes pra alguns” são meu
alicerce. Marcas, que me mostram dia a dia quem eu sou, e que me motivam a
continuar (...).
Lindoooo , não sabia que escrevia tão bem :)
ResponderExcluir- Bia.
Muito obrigada! (:
ResponderExcluiresse texto seu é foda Wendy ! eu curtiii muuuito mesmo ! um dos melhores !
ResponderExcluirAaaah, gente. Obrigada! *--*
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