Não sei bem o que quero da vida, não sei muito bem o que ela quer de mim
E eu estou tão bem, eu e mais ninguém
talvez eu seja uma garota má
talvez eu seja uma garota do bem
Por dentro, solidão.
As lembranças mais covardes, deixei do lado de fora
Não vale a pena se culpar tanto.
Não, não sou a melhor pessoa... o que é que tem?
Nem sempre dei o melhor de mim, mas o que é que tem?
Já estou na estrada, já subi no trem
E eu estou tão bem... eu e mais ninguém.
Um certo alguém na estrada solitária dos sonhos.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
QUEM É VOCÊ HOJE?
Um abismo. Um caco. Separada de mim, por
mim mesma. Não pertenço a nada mais, nem a mim. Um poço de lama, fundo... escuro. Não encontro nada, além de
dor. Não me encontro. Perdida, desolada. Sozinha. Por vezes, mal, por outras
vezes... mais mal. A felicidade disse “volto logo”. Um logo demorado...
intocável. Não quero me entregar, não, não vou. É difícil se sentir assim, é
difícil ouvir conselhos óbvios. Mas é preciso.
As lágrimas vêm, são inevitáveis. Sou um
poço de lágrimas. Tímidas ou agressivas. Purificam.
Um abismo. Um abismo é o que vejo em minha
frente. Um buraco é como me sinto. Um vazio... que transborda. Não sei o que
fazer e como agir. Sei o que quero, onde quero estar e quem me faz bem. Bom,
acho que sei!
Vivendo e conhecendo as dores de não pertencer.
Me perdi. Mas, não sei se quero me
encontrar.
Eu preciso da minha dor, ela faz quem sou.
Ela faz quem sou hoje. Hoje, sou dor. Ontem fui lágrimas... Amanhã serei... Não, não quero pensar. Não
posso!
Eu sinto tanto. Sinto exageradamente.
Sinto por não querer sentir. Sinto por sentir em demasia.
Sozinha, é como me sinto hoje.
Fora de contexto... Fora de lugar.
Não pertenço a aqui!
Mas, como posso não pertencer? Se aqui, é
o lugar pra onde eu volto! Quero estar aqui. Mas, não consigo me entregar. Não
hoje! Não dessa vez. Não pra vocês.
Serei eu uma pessoa tão má assim? Como me
sinto?
Quem é você hoje?
Um caco. Cortante. Uma confusão. Fusão de
sentimentos que escorrem... pelos olhos. Não é palpável. Não é objetivo. Não
tem que ser!
Quem é você hoje?
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Um doce e uma dose.
Dói. Dói perceber
Perceber, receber, devolver.
Ajude!
Você pode tanto, menina!
O espelho mente... E como mente.
O sorriso pode mentir também.
Mas, o olhar... Esse não.
Medo de olhar nos olhos,
Os olhos revelam o que a alma grita.
Alma, calma.
Aí é que está, minh’alma não está em calma
Atormentada corre por todos os cantos do meu ser
E aí? Quando você vai ouvi-la?
Não sei, não quero, quero, é claro.
Revele, me leve... pra longe. Bem longe.
Quero sair e abraçar cada criança,
Ouvir cada história...
Ser jovem em cada geração.
Quero sonhar todos os sonhos,
E realizar as vontades mais profundas de cada alma.
Hoje quero ser um agente de mudança
Quero subir ao palco e tocar uma alma.
Quero trocar de alma com alguém...
Quero conhecer esses olhos (sem lente, é claro).
Hoje, quero tirar uma soneca e comer bolinhos a tarde.
Hoje quero brincar na rua, soltar pipa, pega-pega,
esconde-esconde..
Quero todas as cores do elefante colorido, todas as músicas
da mãe do disco...
Quero ser a rainha da diversão.
Quero dançar na chuva ao som do batuque do Olodum..
Quero que minha raça grite ao mundo o seu valor,
Quero que os olhos brilhem, os pelos arrepiem e a alma
SORRIA.
Hoje, quero dar valor às coisas simples, e esquecer os
números.
Hoje quero que todos deixem de ser gente grande.
Quero a vovó pulando corda, o vovô dançando um samba.
Chega, de uma geração ter vergonha da outra.
Quero a mistura, sou mestiço.
terça-feira, 22 de julho de 2014
--
As
pessoas se assustariam se descobrissem o tanto que eu me importo. Desconfiariam
se soubessem o tanto que me dou. E mesmo assim não se importariam com o tanto
que sofro pelas pequenas coisas que essas atitudes me causam. Eu me esforço,
juro. Mas, não sei mais qual a verdade.
Mas, sei que sinto raiva com certa frequência, raiva e magoa, as vezes
essas se confrontam e eu nem sei mais qual é qual. Sinto raiva de quando as
pessoas não se importam, de quando não cumprem o combinado, quando não se
esforçam e mais ainda quando eu deixo muitas coisas para trás tentando
comprimir as “exigências” e no fim quem não se importou com nada “ganha”...
Simplesmente não entendo, e acreditei que seria bem mais fácil de
entender. Mas, uma coisa é de fácil compreensão: não
importa o que faça, eu simplesmente irei perder!terça-feira, 24 de junho de 2014
O que resta (...)
Aquele texto me fez lembrar de você, e
de tudo o que a gente passou naquela época. Tudo bem, aquele “tudo” não foi
tanto assim, mas tinha algo simples, que me fascinava. De repente você some, eu
finjo que está tudo bem. E então, você aparece novamente. E me faz perceber o
quanto senti sua falta. Tudo parece caminhar novamente por um caminho tranquilo
até você sumir, nunca entenderei essa sua mania de se desligar do mundo de um
dia para o outro (Mas, a verdade, é que, por vezes, eu queria fazer o mesmo). E mais uma
vez você volta, dessa vez, a volta mais curta de todas.
Você some! Sem deixar rastros, sem
vestígios, sem sinais. Eu relembro, eu te procuro, te caço... E de repente, no dia que eu mais pensei em
você, VOCÊ RETORNA! Você me vigia, só pode. Quando você se “vai”, será que vai
mesmo?
Se você soubesse como me sinto mal nas
suas partidas, como me alegro nas suas chegadas. Será sempre assim? Você
fazendo seu jogo e eu fingindo não me importar?
Se você sempre volta, será que tenho
algum valor ainda? De alguma forma eu sei que você lembra. Lembra de cada uma das palavras que "desperdicei" com você, das sms’s, das nossas risadas, das
nossas melancolias dividas. Lembra de mim quando houve aquela
música. Ou lê aquele texto (...).
Quanto tempo você ficará dessa vez? Uma
hora? Uma noite? Um mês?
Eu queria saber por que me importo
tanto? Porque fico repassando cada conversa que nós tivemos, mesmo com minha
cabeça me dizendo a cada instante que não vale a pena. Que dessa forma é
melhor.
Você sempre teve necessidade de
isolamentos, a melancolia faz parte de você como em nenhum outro. Acho que essa
não é a verdade. Das poucas vezes, vi em você algo tão “fofo”, e uma vontade
enorme de quebrar as barreiras, se libertar. Mas, sempre insistiu nesse lance, pra ver se tornava sua vida pacata mais interessante.
Você vai voltar, e quando isso acontecer
vou te tratar com a mesma normalidade. Não vou dizer que esqueci você. Mas, que me acostumo fácil a ausências. Talvez
eu sinta sua falta... Falta do sei jeito duplo de ser... das inúmeras formas de
ser!
Obs: Texto escrito há algum tempo... Faria sentido antes!
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Um ser melhor.
Ser dona de um cãozinho, é mais que ser "uma" dona, é ter um amigo! É ter na hora das refeições duas orelhinhas além do seu prato. É ser recebida com um carinho imenso quando foi apenas levar o lixo. É encontrar um companheiro para "assaltar" a geladeira de madrugada e que fique acordado até as quatro da manhã assistindo rock in rio com você. É ter que levantar de madrugada. É colocar suas pelúcias em lugares altos, porque se descuidar serão todos destruídos. É nunca se sentir sozinho, é ser agradado (...) Dividir felicidades e tristezas.
Ter um cãozinho repousado em seu colo é ter segundos de paz. É ter um parceiro que acorde aos domingos cedo para brincar com você. É te defender... do homem! É entrar na briga, entrar na brincadeira. Encontrar um refúgio para não sentir medo de fantasmas ao ficar em casa sem os pais.
Ter um cão é alimentar sua sensibilidade, mudar sua visão de mundo, sua maneira de ser e agir. É se transformar em um ser melhor.
É compreender tudo sem precisar dizer, ou escutar, uma única palavra. É aprender a decifrar o olhar, é sentir um brilho vital.
É ter que dividir o chocolate, o pai, a mãe, a irmã... a cama!
É entrar no banheiro e perceber que tem duas orelhinhas levantadas em direção a você. É chega em casa e ter um "serzinho" te esperando no portão, porque, incrivelmente, ele sabe a hora que você chega.
É perceber que algo muda instantaneamente quando se mexe em um sacola plástica, ou com o barulho do microondas. É encontrar dois olhos vivos em você, prontos à reagir ao menor estímulo. É ver qualquer cachorro e sentir saudades do seu.
Ter um cãozinho, é muito mais que tudo isso aqui transcrito, ter um cão é sentir, sentir e deixar-se ser sentido, deixar-se ser amado e quando menos esperar estar amando incondicionalmente um serzinho de quatro patas, que não para de balançar o rabo quando te vê. É chegar do mercado e ter uma criaturazinha pulando em suas pernas e em suas sacolas, tentando conseguir o que você trouxe. É ter marcado em seus trabalhos várias patinhas. É ter seu dinheiro triturado quando sem querer você o deixa cair do bolso.
É fazer travessuras e ser ainda mais amada. É ser amada mesmo depois que esqueceu de arrumar a casinha e começou a chover. É ser amada mesmo quando você liga o som no ultimo, sabendo que seus ouvidos são tão frágeis/sensíveis. É ser amada quando você brigar por ele ter estragado algo que VOCÊ não cuidou o suficiente. É ser amada mesmo quando você, pirralha, dar limão para ele, apenas para ver se também fará careta. É ser amada mesmo quando descontar sua raiva nessa criatura que nada tem a ver com seus problemas. É SER AMADA! Amada de uma forma verdadeira, honesta, fiel (...).
Ter um cãozinho não é se sentir bem ao fazer algo por ele, é perceber e sentir que ele fez bem mais por você!
Ter um cãozinho repousado em seu colo é ter segundos de paz. É ter um parceiro que acorde aos domingos cedo para brincar com você. É te defender... do homem! É entrar na briga, entrar na brincadeira. Encontrar um refúgio para não sentir medo de fantasmas ao ficar em casa sem os pais.
Ter um cão é alimentar sua sensibilidade, mudar sua visão de mundo, sua maneira de ser e agir. É se transformar em um ser melhor.
É compreender tudo sem precisar dizer, ou escutar, uma única palavra. É aprender a decifrar o olhar, é sentir um brilho vital.
É ter que dividir o chocolate, o pai, a mãe, a irmã... a cama!
É entrar no banheiro e perceber que tem duas orelhinhas levantadas em direção a você. É chega em casa e ter um "serzinho" te esperando no portão, porque, incrivelmente, ele sabe a hora que você chega.
É perceber que algo muda instantaneamente quando se mexe em um sacola plástica, ou com o barulho do microondas. É encontrar dois olhos vivos em você, prontos à reagir ao menor estímulo. É ver qualquer cachorro e sentir saudades do seu.
Ter um cãozinho, é muito mais que tudo isso aqui transcrito, ter um cão é sentir, sentir e deixar-se ser sentido, deixar-se ser amado e quando menos esperar estar amando incondicionalmente um serzinho de quatro patas, que não para de balançar o rabo quando te vê. É chegar do mercado e ter uma criaturazinha pulando em suas pernas e em suas sacolas, tentando conseguir o que você trouxe. É ter marcado em seus trabalhos várias patinhas. É ter seu dinheiro triturado quando sem querer você o deixa cair do bolso.
É fazer travessuras e ser ainda mais amada. É ser amada mesmo depois que esqueceu de arrumar a casinha e começou a chover. É ser amada mesmo quando você liga o som no ultimo, sabendo que seus ouvidos são tão frágeis/sensíveis. É ser amada quando você brigar por ele ter estragado algo que VOCÊ não cuidou o suficiente. É ser amada mesmo quando você, pirralha, dar limão para ele, apenas para ver se também fará careta. É ser amada mesmo quando descontar sua raiva nessa criatura que nada tem a ver com seus problemas. É SER AMADA! Amada de uma forma verdadeira, honesta, fiel (...).
Ter um cãozinho não é se sentir bem ao fazer algo por ele, é perceber e sentir que ele fez bem mais por você!
domingo, 13 de outubro de 2013
Impérios ruíram por muito menos
Será que
voltará a ser como antes algum dia?
Por mais que eu gostaria que fosse, tudo
esta diferente, muitas coisas aconteceram, a vida mudou. Parecia ser fácil
deixar os dardos rolarem, mas não quando se trata de tudo o que construímos.
E agora estamos nós aqui, um de frente pro
outro, outra vez. Como se nada tivesse acontecido, mas é inevitável não
percebermos a diferença. E ao mesmo tempo, pequenas coisas que nos remetem há
outros tempos, a saudade bate, o coração aperta, mas o futuro espera. O quê
fazer? Oque fazer quando se espera ouvir palavras que não vem? Atitudes que não aparecem? Sem sinais, sem vestígios, sem você! Você estava
aqui, ao meu lado, mas estava mais vazio que nunca. Eu não sei se oque
“aconteceu” foi bom ou não, imaginei que seria diferente, mas jurei para mim
mesma que não mostraria nenhum “desgosto” ou “chateamento”, talvez por
“orgulho” - chame como quiser - mas não demostrei, tentei parecer
insignificante, não sei se consegui muito bem.
Eu sinto
sua falta, falta do que você era, ou melhor... falta do que NÓS eramos quando estávamos juntos. Mas, agora eu só vejo certa barreira te impedindo de
demostrar os sentimentos e me impedindo de importar.
E eu me sinto mal por saber que no fundo eu me
importo tanto, e você tão pouco. Me sinto “estranha” por pensar assim, e
“ridícula” por escrever essas palavras que eu sei que você nem irá ler, talvez
ninguém leia, mas eu preciso contar pra alguém, e como “escreveu” Anny Frank
uma vez: "O papel tem mais paciência que as pessoas". Eu sei que com tudo oque
esta me acontecendo, com todas as bênçãos eu não deveria pensar assim, mas, eu só queria ser menos insignificante para você. Saber que depois de todos
esses anos, nada foi em vão. E nessas horas, quando fico chateada, me passam
piegas, eu sei, talvez nem seja pra tanto, porém sou boba, também sei. O meu erro é me importar tanto, e esconder na mesma proporção. Eu queria saber o que
fazer. Mas eu simplesmente não sei mais. Não sei quando vai ser a próxima vez,
mas sei que se continuar assim,
vai continuar sempre da mesma maneira, nem
frio, nem quente.
domingo, 22 de setembro de 2013
Tudo ficará bem
Parte meu coração te ver assim, dói cada
parte sentimental do meu corpo não poder fazer nada para te ajudar, ver as
pessoas te “culpando”, te “julgando” pelas costas. Me parte ainda mais imaginar
a enxurrada de pensamentos que devem estar ecoando em sua cabeça, os vários
porquês surgindo, as dúvidas que ficarão pairadas no ar. Não sei de fato o que
houve, acho que ninguém sabe, mas quero que VOCÊ saiba que eu confio em você e
que dias melhores virão. Que eu sempre estufarei o peito para falar de ti e
sempre o defenderei. Mesmo quando todos virarem as costas.
Tudo ficará bem, eu sei que é difícil
acreditar agora com tanta coisa mal resolvida. Seu silêncio me mata. Não sei o
que fazer para você saber que estou ao seu lado, já que palavras não são a
melhor solução para esse momento.
Tudo ficará bem, acredite. Se não por
você, acredite por mim. Pode parecer egocentrismo, mas eu preciso de você, eu
preciso que você fique bem. Você nunca me desapontou antes, e sei que agora
também não irá. Mas mesmo assim eu te peço. Confie quando eu digo que tudo
ficará bem, lute para que tudo fique bem. Somos uma família, nós por você, você
por nós. Por favor, melhore essa cara, estampe um sorriso em seu rosto, se
anime e anime todos com o seu jeito, com o seu jeito único de ser.
"já vi o fim do mundo algumas vezes e na manhã seguinte tava tudo bem"
E mais uma vez... Tudo ficou bem!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Pelas Janelas do Cotidiano
Hoje aconteceu algo muito diferente. Enquanto
eu pegava o “ônibus”, normalmente, havia um único lugar vazio do lado de uma
mulher com um carrinho de bebê e uma criança de colo, e ela quando me viu
entrar me chamou e mostrou o lugar ao seu lado oferecendo-o para eu sentar. Cansada, com
calor e com sacolas nas mãos, aceitei e sentei ao seu lado. Logo a avó da
criança entregou para a mãe uma lata de refrigerante o que fez uma outra
criança que estava sentada no banco mais alto da circular vir correndo até onde
estávamos para poder beber também, e
nesse “meio” tempo um cara sentou em seu lugar o que fez ela ficar em pé. Mas,
eu não iria deixar ela em pé e ofereci o “meu” lugar, que pensado bem era pra ter
sido dela desde o começo, e ao mesmo tempo em que me preparava para levantar
ela veio para se sentar no meu colo. Achei isso muito estranho, na verdade a
estranha ali era eu, porque uma criança aceitaria sentar no colo de alguém que
ela nunca viu antes? Eu respondo: Porque maldade é coisa de adulto. A viagem
inteira a menina que não deveria ter mais que seus 6 ou 7 anos passou no meu
colo, conversou comigo, contou sobre a cor de sua casa, perguntou sobre a minha
bolsa, olhou meu “colar” e até deitou em meu colo dizendo que “iria dormir”; e
ao mesmo tempo em que ela “dormia”, sua irmãzinha estendeu a mão para que eu segurasse. E assim a “viagem”
seguiu. Quando chegou o ponto delas, se despediram e desceram, e eu fiquei com
uma sensação muito boa, não sei explicar ao certo, mas é aquela sensação que só
sinto quando estou com “crianças”.
Mas, onde eu quero chegar com tudo isso?
Simples. Provavelmente não verei aquelas “crianças” tão cedo. Mas, quantas
pessoas incríveis você conheceu e nunca mais viu? Aquela pessoa engraçada da
fila interminável do banco, no supermercado, no hospital, ou até mesmo no ponto
de circular. Quantas vezes você não começou seu dia melhor devido ao “Bom Dia”
desejado pela pessoa que estava varrendo a calçada as seis horas da manhã. Ou
se sentiu bem quando aquela criança de colo, que nem fala ainda, te deu o
sorriso mais gostoso?
São tantas as pessoas que passam por
nossas vidas, cada uma com suas experiências pessoais nos fazendo crescer e
conhecer histórias inimagináveis e incríveis. Pessoas simples, com um “sorriso”
maroto nos fazendo reparar em como a vida segue um rumo para cada um, e de
alguma forma essa mesma “vida” nos fez encontrar com aquelas pessoas, naqueles
lugares, naquele momento. E quantas
vezes você parou para pensar que o seu “Bom Dia”, o seu “Muito Obrigado”, “Desculpa”,
“De Nada”, não fez a diferença no dia de alguém que tinha tudo para ser “mais
um”? A verdade, é que não acredito que os dias sejam apenas “mais um”, todos os
dias são “o dia”, o dia para você rir, chorar, contagiar o mundo com a sua
felicidade/tristeza e deixar-se ser contagiado pela dos outros. Cada dia é a
sua única chance, única chance de conhecer aquela pessoa sensacional, de
oferecer um ombro amigo, ou apenas andar por ai distribuindo “sorrisos”.
É como dizem: “cada pessoa que passa em nossa
vida deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós" e isso acontece todos os dias. Se observarmos, compreenderemos que cada olhar é diferente, que cada um tem suas manias, defeitos e imperfeições, e juntos, completamos um todo. Precisamos uns dos outros, porque com o tempo tudo o que construímos, tudo o que conquistamos, tudo o que sonhamos, tudo o que somos se vão, e cabe a nós deixarmos como herança tudo o que temos de bom. Vivendo para sermos as melhores pessoas que conseguirmos ser.
Andresa Angeli!quinta-feira, 30 de agosto de 2012
(Re)descobrir-se
Lola, como todos, tinha seus sonhos, e com eles seus
medos envoltos pelo sua fraqueza: decepcionar pessoas. Sim, ela temia, sequer
pensar, que algum dia viesse a ser a decepção de alguém. E em seu quarto, o
lugar que se sentia segura, viajava por todos os lugares possíveis e
impossíveis, revisitada histórias, inventava estórias, conhecia pessoas, fazia
lindos discursos e era a inspiração de muitos. E era ali também que enfrentava
suas piores dores, a decepção do fracasso, a agonia da incerteza, o medo que persistia
sobre a esperança. E os dias foram passando, Lola cresceu e não mudou nada
nesse aspecto, e conforme os dias foram acontecendo ela se via cada vez mais
perto de realizar um dos seus sonhos, e isso a completava. Era motivo de
orgulho, pelo menos para seus pais, mas era.
(...)
Lola, sempre se preocupou em não decepcionar as pessoas, e de pouco em pouco foi decepcionando a si mesma. Chegou uma hora em que não aguentava mais a visão que o espelho lhe trazia, com tanta coisa mal feita na sua vida. E mesmo fazendo o seu, possível, melhor, ela viu que não era suficiente para agradar as pessoas. O mundo “lá fora” era muito exigente. E assim seu maior medo se realizou, mas ao contrário, as pessoas é que a decepcionaram. E no caminho da realização de seu sonho ela viu que era muito mais complexo do que o simples “lutar, lutar e no fim conseguir”, dependia de pessoas, e essas, não se importavam tanto quanto ela. Foi então que Lola percebeu, que era movida pelos sonhos e não pelas realizações.
(...)
Lola, sempre se preocupou em não decepcionar as pessoas, e de pouco em pouco foi decepcionando a si mesma. Chegou uma hora em que não aguentava mais a visão que o espelho lhe trazia, com tanta coisa mal feita na sua vida. E mesmo fazendo o seu, possível, melhor, ela viu que não era suficiente para agradar as pessoas. O mundo “lá fora” era muito exigente. E assim seu maior medo se realizou, mas ao contrário, as pessoas é que a decepcionaram. E no caminho da realização de seu sonho ela viu que era muito mais complexo do que o simples “lutar, lutar e no fim conseguir”, dependia de pessoas, e essas, não se importavam tanto quanto ela. Foi então que Lola percebeu, que era movida pelos sonhos e não pelas realizações.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Cicatrizar!
Marcas são o que restaram. Marcas de um passado bom. Marcas
da “raia” da bicicleta onde enfiei meu pé inúmeras vezes enquanto estava na
garupa. Marcas da velha bicicleta rosa, e de como me senti ao dar a primeira
volta sem as rodinhas, um grito por liberdade. Marcas do antigo número xx, do
pé de amora, seringuela, acerola e ameixa. Marcas da Rua Duque de Caxias, onde
aprendi a contar as “primeiras” mentiras. Marcas das salas de catequese, do
salão paroquial, dos ensaios e apresentações, e das ajudas nos casamentos.
Marcas do primeiro beijo, primeiro “amor” e primeira “desilusão” também. Marcas
daquele doce caseiro, do cheiro de naftalina que casa de avó tem. Marcas das
brigas entre primas. Marcas do vôlei, da bets, do “golzinho”, do duro ou mole
(americano ou não), pega-pega e esconde-esconde. Marcas do primeiro vídeo-game.
Marcas da antiga escola, do papel higiênico no teto, das estrelinhas e da foto
3x4 que todo ano tirávamos. Marcas da sorveteria na esquina e da locadora ao
lado. Marcas do que se foi e por agora não voltará. Marcas que jamais irão se
cicatrizar. Marcas, que mesmo parecendo “insignificantes pra alguns” são meu
alicerce. Marcas, que me mostram dia a dia quem eu sou, e que me motivam a
continuar (...).
quinta-feira, 28 de junho de 2012
:o)
Não vou mentir não, sou pobre e até o momento falhei muitas
vezes. Decepcionei muitas pessoas tentando agradar outras, mas aprendi. Rodeada
por pessoas incríveis, aprendi o quanto vale um abraço e que um dos melhores
sentimentos é ver o sorriso no rosto de outros e saber que foi você o motivo.
Financeiramente não tenho nada. Tudo o que eu e minha
família conquistamos foi através de batalhas e dando um “duro” danado, e sabe o
que é incrível? Sempre com um sorriso no rosto, SEMPRE! E digo com todo o meu
carinho que meus pais são meu maior orgulho, e dentre tudo o mais, me ensinaram
a (tentar) ser a melhor pessoa que eu puder ser, mas sem esperar nada em
troca por isso. Porque a vida é assim, as pessoas
são assim. Ninguém vai lembrar que certo dia você mudou sua posição para a
outra pessoa ficar mais confortável, ou mesmo aquela vez que você desligou a
torneira porque “a água do mundo está acabando”. São pequenas coisinhas como
estas que ninguém nota, que fazem uma grande diferença. E ninguém vai te
agradecer por isso, então faça porque TEM que ser feito, porque você QUER
fazer. Há alguém em algum lugar
esperando pelo seu melhor.
E lembre-se sempre de sorrir. E faça tudo que tiver que ser
feito, sorrindo. Pois essa é a mais bela arma que alguém pode ter, e ninguém
pode roubar ou comprar (...)
(Andresa Viotti)
segunda-feira, 14 de maio de 2012
No início de uma viagem vale a pena cada instante
Esses dias parei pra assistir um filme chamado "lembranças" e lá estavam vocês na maioria dos "takes", e dominando os "erros de gravações" comigo. Não pude me conter e apertei pause em algumas cenas (...)
"É um pássaro? É um avião? Eu acho que vi um gatinho". Não tinha como não aparecer as tardes com brigadeiros e guerrinhas de coca, as brigas com bexigas e "surpresaaas" que fizemos, os segredos, a tarde no shopping e a menina grossa, simples assim, não tinha como você não aparecer também.
Me perdi nas cenas do colegial e de todas as travessuras que fiz(emos) ali, desde jogar papel higiênico molhado no teto, colocar o tapete de "bem vindo" na porta da nossa sala, até o eterno clichê que era reclamar dos trabalhos. "Nossa, que show!" - "Só sei o NO NO NO" - "Olha como ele joga mal - e ainda fala de nós" - "Vamô vê os pintão" - "Ô, boa sorte no vestibular ai" - "Eu tirei ceeeeeeeem". Porque se perder na mostra de profissões da UEM não são pra qualquer um, e fazer peças teatrais que despertem o interesse da Broadway também não.
Não consegui chegar ao final do filme, e espero demorar muito pra conseguir, ouvi boatos que ainda estão gravando (...)
E agora a única coisa que posso desejar é um brinde a tudo que conquistamos e todos os momentos que passamos. Quero que saibam o quanto espero que vocês brilhem õ/
Vida longa!
Andresa Viotti
Lá estava nós sentada na calçada do colégio discutindo sobre o cumprimento dos nossos amigos: seus "Oi" e "Tchau"; a cena mudou estava você e eu as três horas da madrugada conversando baixinho pra ninguém nos ouvir; tive que colocar legenda nas nossas piadas pra conseguir entender; voltei inúmeras vezes pras cenas de abraço pra me sentir mais forte.
A cena muda novamente, me perco entre as risadas da rede quebrada, do feijão queimado, da mixirica-limão roubada, da mulher do Marcos Paulo (...). Compreendo cada vez mais a importância de um abraço e de 15 minutos de conversa.
Entre um Flash e outro, a tentativa frustrada de tirar uma foto descente. Entre os sustos gerados pela vizinha do Bruno, entre as piadas mais sensacionais (cavalo, cavalo, cavalo), entre os nossos poucos e curtos encontros, uma afinidade sem igual, um bem estar incondicional. Ente uma cena e outra não me esqueci que te devo um chiclete
"É um pássaro? É um avião? Eu acho que vi um gatinho". Não tinha como não aparecer as tardes com brigadeiros e guerrinhas de coca, as brigas com bexigas e "surpresaaas" que fizemos, os segredos, a tarde no shopping e a menina grossa, simples assim, não tinha como você não aparecer também.
Me perdi nas cenas do colegial e de todas as travessuras que fiz(emos) ali, desde jogar papel higiênico molhado no teto, colocar o tapete de "bem vindo" na porta da nossa sala, até o eterno clichê que era reclamar dos trabalhos. "Nossa, que show!" - "Só sei o NO NO NO" - "Olha como ele joga mal - e ainda fala de nós" - "Vamô vê os pintão" - "Ô, boa sorte no vestibular ai" - "Eu tirei ceeeeeeeem". Porque se perder na mostra de profissões da UEM não são pra qualquer um, e fazer peças teatrais que despertem o interesse da Broadway também não.
Não consegui chegar ao final do filme, e espero demorar muito pra conseguir, ouvi boatos que ainda estão gravando (...)
E agora a única coisa que posso desejar é um brinde a tudo que conquistamos e todos os momentos que passamos. Quero que saibam o quanto espero que vocês brilhem õ/
Vida longa!
Andresa Viotti
quinta-feira, 10 de maio de 2012
(...)
Chegou a hora de ser, não sendo
Hora de ser grande, mesmo tão pequenina
Hora de falar, mesmo muda
De enxergar, mesmo cega
De ouvir, mesmo surda
(...)
Hora de ser o meu avesso
O Meu inteiro, meu clichê
De me inventar e reinventar
De brincar, extrapolar
De mergulhar em águas desconhecidas
(...)
Há muito perdeu o significado
Deve ter ficado nas entrelinhas daquele velho ditado
Velho pergaminho, papel amassado e esquecido no
fundo do baú
(...)
Venha, e traga contigo aquela velha borracha
Chegou a hora de uma nova história (...)
Hora de ser grande, mesmo tão pequenina
Hora de falar, mesmo muda
De enxergar, mesmo cega
De ouvir, mesmo surda
(...)
Hora de ser o meu avesso
O Meu inteiro, meu clichê
De me inventar e reinventar
De brincar, extrapolar
De mergulhar em águas desconhecidas
(...)
Há muito perdeu o significado
Deve ter ficado nas entrelinhas daquele velho ditado
Velho pergaminho, papel amassado e esquecido no
fundo do baú
(...)
Venha, e traga contigo aquela velha borracha
Chegou a hora de uma nova história (...)
segunda-feira, 7 de maio de 2012
(06/05/2012) Provavelmente Bom!
Dizem que coisas boas levam pouco tempo para acontecer, mas
coisas incrivelmente maravilhosas acontecem em um piscar de olhos, como um
abraço, um aperto de mão forte, um olhar compreensivo ou até mesmo uma simples
frase como um gesto de carinho, resumido em: “Muito obrigado, que bom que vocês
vieram”.
Nesse ultimo Domingo (06/05/2012) preparei todo meu psicológico para o segundo round do “Improvável – Um espetáculo provavelmente bom”, depois de toda correria pra conseguir os ingressos na fileira A do centro do teatro e olhá-lo todos os dias por aproximadamente um mês pra ter certeza de que ele “estava bem”, o grande dia havia chegado.
Muitos criticaram porque dois da trupe Barbixas não viriam, e até eu mesma, confesso. Mas como eu disse e repito: Os Barbixas são bons (e meus preferidos), mas não são os únicos. E esse espetáculo esfregou isso na minha cara e de todos que estavam ali, porque foi simplesmente fodástico. A galerinha que veio representou muito bem o nome “Provavelmente bom”.
Na correria para escrever frases e cenas, naquele vuco –vuco, o Bruno me pergunta: “o que eu escrevo?”, eu com a maior naturalidade e descrente digo: “O que não dizer na fila do supermercado?”. E adivinhem? Foi a frase que encerrou o “cenas improváveis” um dos meus jogos favoritos (quiçá o favorito). E as emoções não acabam, Marianna Armellini imitando minhas palminhas, Guilherme Tomé me dando tchauzinho, a frase da Luana encerrando o espetáculo, o Edu Nunes quase cuspindo a água durante o jogo em nós, esperar para tirar foto com eles e ser tratada com o maior carinho e educação do mundo, chegar em casa e ver que o Tomé me retwittou e apareci na foto que eles tiraram com agente, não há o que falar, só que reviveria tudo, desde a raivinha que passei para comprar os ingressos, até o último aceno descendo aquelas escadas.
Há cada vídeo, cada espetáculo, me surpreendem mais e mais. O tanto que esses meninos melhoraram me deixam de certa forma orgulhosa, e feliz por acompanhar desde quando eles não eram famosos.
Só sei que virei mais fã do que já era (se isso for possível kkk) do Elidio Sanna, que representou muito bem a barbixada, da Mariana Armellini, Guilherme Tomé (que é um fofo), Andrei Moscheto, Edu Nunes e Daniel Tauszig.
Agora, me perguntam qual foi melhor: Esse, ou o primeiro? E eu respondo: Em questão de Espetáculo esse foi melhor sem comparação, ri muito mais. Mas no quesito “conhcé-los”, tirar foto com eles, fico com a primeira vez, SEM DÚVIDA. Os Barbixas, indiretamente me ajudaram muito em um parte da minha vida, e poder parabenizá-los pelo trabalho que fazem, foi incrível, e na primeira vez estavam os 3 ali. Uma emoção sem igual. Enfim...
Mais um item da minha lista: COISAS PARA SE FAZER ANTES DE MORRER, riscado.
Não me acordem, não agora...
Já não há mais nada a dizer!
Já não há mais nada a dizer!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
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Encostada em apenas um travesseiro “velho” ela remexia no seu antigo baú do colegial, encontrara uma foto, e se pegou sorrindo para ela, mas o sorriso cessou ao passar os olhos ‘nele’. Então, com os olhos fixados ali, uma lágrima caiu. Afinal, tudo poderia estar diferente, mas “ele” havia tomado sua decisão, e ela não sabia por onde ele andava ultimamente. De repente se viu sentada na 1° cadeira da sala, e quem estava ali? HAHA! E estavam felizes, foi onde ela começou a chamá-lo de “amigo”, porém uma vírgula o fez agir como um “monstro”, assustada e um tanto quanto envergonhada, pois sabia que tinha uma parcela de culpa, se encostou em seu travesseiro e chorou.
A cena mudou, agora ela sentava na ‘cadeira da porta’, não era mais idiota como antes, seus pensamentos amadureceram, suas opiniões foram reformuladas. Ela simplesmente ria de tudo, assim como chorava. E mais uma vez ele era, doce, meigo, simpático, carinhoso e engraçado, porém era também machista, egoísta, falso (...). Mas, ninguém nunca esperou muito dele mesmo. E ela se pegou em uma noite qualquer sorrindo sobre seu travesseiro.
A cena mudou novamente, agora ela se sentava no fundo e o observava puxando saco dos puxa-sacos dos popularzinhos. É, ele sempre teve essa necessidade de atenção. Mas dessa vez a indiferença tomou conta dela. Simplesmente descansou a cabeça em seu travesseiro e teve uma bela noite de sono.
Agora já estava no ultimo ano do colégio, tentava se prender nos primeiros 3 dias de aula. Mas, as lembranças dos outros, eram mais forte. Houve uma época que ela se importaria com isso. Então, simplesmente adormeceu.
Voltando ao seu quarto, com a foto na mão, repetiu para si mesma, que não se prenderia aos momentos ruins, e sim aos bons, que apesar das brigas, sempre foram mais fortes.
Deu um leve sorriso, mirou seu travesseiro e deitou sobre ele como jamais fizera. Afinal, era apenas um objetivo, mais fora esse objeto que suportou tudo com ela. Suas lágrimas, risos, apertos, abraços, seus sonhos e pesadelos. E nunca precisou ser nada além de um velho e surrado travesseiro.
A cena mudou, agora ela sentava na ‘cadeira da porta’, não era mais idiota como antes, seus pensamentos amadureceram, suas opiniões foram reformuladas. Ela simplesmente ria de tudo, assim como chorava. E mais uma vez ele era, doce, meigo, simpático, carinhoso e engraçado, porém era também machista, egoísta, falso (...). Mas, ninguém nunca esperou muito dele mesmo. E ela se pegou em uma noite qualquer sorrindo sobre seu travesseiro.
A cena mudou novamente, agora ela se sentava no fundo e o observava puxando saco dos puxa-sacos dos popularzinhos. É, ele sempre teve essa necessidade de atenção. Mas dessa vez a indiferença tomou conta dela. Simplesmente descansou a cabeça em seu travesseiro e teve uma bela noite de sono.
Agora já estava no ultimo ano do colégio, tentava se prender nos primeiros 3 dias de aula. Mas, as lembranças dos outros, eram mais forte. Houve uma época que ela se importaria com isso. Então, simplesmente adormeceu.
Voltando ao seu quarto, com a foto na mão, repetiu para si mesma, que não se prenderia aos momentos ruins, e sim aos bons, que apesar das brigas, sempre foram mais fortes.
Deu um leve sorriso, mirou seu travesseiro e deitou sobre ele como jamais fizera. Afinal, era apenas um objetivo, mais fora esse objeto que suportou tudo com ela. Suas lágrimas, risos, apertos, abraços, seus sonhos e pesadelos. E nunca precisou ser nada além de um velho e surrado travesseiro.
Escrito em uma época que faria sentido
Maio de 2011
Maio de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
"Mais um tijolo na parede"
Esses dias veio um amigo da adolescência da minha mãe em casa. E vendo eles ali rindo lembrando das coisas que faziam, vendo o olhar de felicidade misturado com saudade, o eterno clichê “Como aquele tempo era bom”, da minha mãe; me fez parar pra pensar: Será que quando eu tiver minha família, meus filhos, “minha vida”, algum amigo irá me visitar só por estar com saudades? Será que meus filhos vão chamar meus amigos de tio?
Menos que isso. Será que o “grupo” continuará o mesmo ano que vem?
É, a vida inteira passei reclamando daquela porra de colégio, mas pensando bem, foi graças ao colégio que “tudo aconteceu”. Conheci as piores dores juntamente com as piores pessoas. Mas, conheci também o significado de um abraço, as melhores risadas, E qualquer dor ou sentimento ruim que poderia sentir, conheci as melhores pessoas para suportar tudo comigo.
De repente me bateu uma saudade da 6° série, lembrando dos ensaios da apresentação de geografia. Ou mesmo das vezes que cheguei atrasada na 8° série por ir com uma amiga levar o irmão pra escola. Das aulas de teatro no 1° ano e da nossa apresentação fail. Dos ensaios de “coco jambo” no 1° bloco do 2° ano, das conversas constrangedoras com os meninos, e nada se compara à vez que eu e as meninas do 2° ano ficamos presas no banheiro no cinema. E tudo o mais que aconteceu que não cabe aqui colocar.
Ah! E o último ano? Bléh!
O que mais esperei e como tudo que esperamos de mais, a decepção foi grande no começo, confesso. Até que parei pra pensar que eu só reclamei, reclamei, reclamei. E isso me levou á opiniões precipitadas e brigas indesejadas. Porém, já dizia o poeta “no final tudo dá certo” e realmente deu. Pena que foi só no final!
E agora analisando os detalhinhos, percebi como esse ano (o último) foi realmente fantástico, e como tudo isso vai fazer falta, como vai!
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Dez meses aproximadamente, Dez meses foram o suficiente para as brigas mais idiotas, as lágrimas mais doloridas. as brincadeiras mais insanas, os abraços mais fortes, os olhares mais compreensíveis, as amizades mais verdadeiras. Dentro destes, quatro meses foram os mais inexplicáveis e incomparáveis. Cronologicamente quatro meses é pouco, muito pouco. Mas se eternizaram pela intensidade de tudo.
Poderia ter sido muito melhor, eu sei que sim, todos sabem. Mas do que adianta reclamar agora?
Eu só queria que esse ano demorasse um pouquinho mais pra acabar, só um pouquinho.
Hey você, olhe para mim;
hey você, antes de ir embora essa noite, me dê um abraço, o mais forte que conseguir;
hey você, se cuide;
hey você, antes de ir embora essa noite, me dê um abraço, o mais forte que conseguir;
hey você, se cuide;
hey você, obrigada, por tudo;
hey você, não vá!
hey você, não vá!
Sempre soube que esse dia chegaria, só não imaginava que doeria tanto.
Mandar um beijo para o passado e seguir em frente é o que temos que fazer. Um capítulo é encerrado para todos, mas a história está apenas começando.
Pode ate ser o ‘fim de uma década’
Mas é também o início de uma era e é com isso que temos que nos importar agora!
Mas é também o início de uma era e é com isso que temos que nos importar agora!
(Andresa Viotti!)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
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Apaga as memórias, desliga o áudio, cancela o vôo, fecha a janela, tranque a porta, apague a luz(...).
Destrua, desapegue, cancele, supere!
Engula o choro, mastigue as palavras e feche os olhos.
Só o barulho da chuva lá fora basta. O son do trovão silencia o meu grito, minhas lágrimas se juntam com as águas, o vento bate no meu rosto molhado e essa sensação gélida me satisfaz.
Não sei o que irá acontecer daqui para frente. Mas sei que, apesar de tudo, tenho mais uma maravilhosa tarde para me desligar do mundo e entrar em contato comigo mesma.
E isso me faz bem. Ah! Só eu sei o quanto isso me faz bem!
Destrua, desapegue, cancele, supere!
Engula o choro, mastigue as palavras e feche os olhos.
Só o barulho da chuva lá fora basta. O son do trovão silencia o meu grito, minhas lágrimas se juntam com as águas, o vento bate no meu rosto molhado e essa sensação gélida me satisfaz.
Não sei o que irá acontecer daqui para frente. Mas sei que, apesar de tudo, tenho mais uma maravilhosa tarde para me desligar do mundo e entrar em contato comigo mesma.
E isso me faz bem. Ah! Só eu sei o quanto isso me faz bem!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Ta tudo errado!
Era pra você me odiar e não me ajudar. E era para o outro você CALAR A BOCA.
Palavras não curam, atitudes melhoram as coisas. E musicas podem ser a pior coisa para alguns momentos. Cadê aquelas músicas que por anos me disseram verdades? Odeio todas, pelos menos agora. Às vezes sou tão bipolar: Adoro uma coisa e logo a odeio. Odeio uma coisa e logo estou adorando-a.
Eu teria que usar textos dos mais sublimes poetas e escritores pra dizer o quão especial você está sendo pra mim. E vem você e me conquista sem dizer nada.
Você dizia todas as coisas que me faziam se sentir bem. Agora tudo que você me diz me causa náusea, e eu me sinto ridícula por não ter percebido isso antes.
Chega de sentimentalismo aqui por um bom tempo. CARALHO!
Era pra mim estar pensando na pessoa A não na pessoa B. E vem a pessoa C e se entromete e me deixa com muita raiva. E eu queria contar pra pessoa D e E mais não posso! E eu não estou suportando mais conversar com a pessoa F como se nada estivesse acontecido. Na verdade eu queria por um minuto esquecer o alfabeto inteiro. Porque a situação está horrível, o mês está horrível, os dias não passam e o ano já ta acabando. E tudo começou a acontecer logo agora. E eu me sinto um mostro por ver essa situação e não chorar. Eu adoro chorar, o choro me desabafa, me anima me renasce mais agora ele não vem. Por que eu sou forte? NÃO!Porque eu sou fraca, muito fraca e só eu sei o quanto DOI, o quanto dói olhar no espelho o odiar o que vê. O quanto dói não saber o que fazer, o quanto dói ver o ano se indo e perceber que você não fez nem metade das coisas que queria. O quanto dói tudo isso, porque só dói...
Por favor vem e me acorde! Mas só quando esse ano acabar... FIM!
Por favor vem e me acorde! Mas só quando esse ano acabar... FIM!
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Para meus a(ni)migos!
Uma amiga, vulgo Thaís Caroline, fez um texto recentemente sobre ‘o fim da escola, e as amizades que se fizeram ali’. Bem, lembrei-me de um texto que fiz no começo de 2010 que me fazia querer voltar para meados de Agosto de 2009. Não tem quase nada a ver com o texto dela, mas, me lembrou ele e... Fim! - Sei que ninguém lê essa merda, mais vou fingir que lêem – O texto no caso é esse:
O tempo está mudando e é esse MALDITO tempo que não nos permite viver a vida como era, é bom mudar, temos que muda, mas porque é tão difícil assim? Porque aqueles momentos simples de risadas, confissões, até lágrimas não há mais de voltar? Porque tudo mudou? Cada um de nós ta seguindo um caminho diferente. Será que sou a única a lembrar daquela época e sentir as lágrimas quererem cai? Sonhamos juntos e esses sonhos parecem estar cada vez mais distantes assim como nós. Ah! Como eu queria ter aproveitado mais ao lado de vocês. Que merda! Porque esse frio na barriga persiste só de lembrar? Será que fiz certo ou errado hoje quando os vi? Não importa, espero vê-los logo...
Como é difícil me expressar mesmo em um pedaço de papel ou um computador, tudo isso será que é saudade de quando vocês me escutavam? Ou, mesmo falta daquele abraço?
Sinto que o fim está chegando e a cada despedida aquela incerteza de quando nos veremos menas e menas vezes e cada vez será mais distante, tanto na confiança como, simplesmente, dizer aquilo que se diria normalmente antes.
A cada encontro marcado a vontade de que chegue logo, mas demore para passar. Com o tempo vamos fazendo novas amizades, mas porque é tão difícil se esquecer das antigas? Será que é porque elas são inesquecíveis? Ou, simplesmente impagáveis da minha memória?
Sinto que o fim está chegando e a cada despedida aquela incerteza de quando nos veremos menas e menas vezes e cada vez será mais distante, tanto na confiança como, simplesmente, dizer aquilo que se diria normalmente antes.
A cada encontro marcado a vontade de que chegue logo, mas demore para passar. Com o tempo vamos fazendo novas amizades, mas porque é tão difícil se esquecer das antigas? Será que é porque elas são inesquecíveis? Ou, simplesmente impagáveis da minha memória?
NADA é como antes... Isso seria bom ou mau? Não sei, mas sei que por mais que nos vejamos cada vez menos, aquelas lembranças, que você possa ter esquecido, ficarão guardadas para sempre em mim. Eu sabia que esse dia chegaria, mas não imaginava que doeria tanto.
Mesmo que o mundo vire as costas pra você, ainda sobrarão àquelas pessoas que de alguma forma te darão apoio, de uma forma simples ou da mais surreal possível, pois só você sabe o quanto aquelas pessoas – direta ou indiretamente - mudaram sua vida de alguma forma!
(Andresa Viotti)
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